Um dia...

um dia, quando a ternura for a única regra da manhã, acordarei entre os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela. e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor. um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for tão distante, quando o frio responder devagar como a voz arrastada de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da nossa janela. sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi nem uma palavra, nem o príncipio de uma palavra, para não estragar a perfeição da felicidade.

José Luís Peixoto, Um dia, quando a ternura for a única regra da manhã.

5 comentários:

Anônimo disse...

vai ser mesmo assim, Celi, acredita, vais acreditar.

Beijo.

À toa disse...

Acredito, Lara. Nesta altura tenho a certeza de que vai ser mesmo assim.
Beijos, mil.

Anônimo disse...

muy bello C. 1000+1 bs

À toa disse...

Sí es bonito, sí. Ya sabes que tenemos una cita en diciembre...
¿Compartimos el arroz?
Beijos : )

Anônimo disse...

Arroz? jejeje, podemos compartir hasta la cuchara si quieres :-) 1000+1 bs